Ficções do real e imposições do jogo fotográfico no aplicativo BeReal
DOI:
https://doi.org/10.36517/psg.v16i.91906Resumo
Este artigo desenvolve uma análise crítica do aplicativo BeReal, a fim de compreender se de fato apresenta uma ruptura radical na produção e circulação de imagens fotográficas. A discussão recorre aos referenciais da teoria da fotografia para refletir sobre três pontos: as implicações do real atrelado à fotografia; o registro fotográfico como um filtro sociocultural; e o fazer fotográfico na sociedade de consumo como um jogo maniático mobilizado pelo aparelho. A partir dessa reflexão, foi possível observar que o BeReal se baseia no realismo ingênuo da primeira fase da fotografia, mascarando os aspectos ficcionais da criação fotográfica, além de reiterar o ato fotográfico mobilizado pelas imposições dos aparelhos.
Palavras-chave: fotografia; redes sociais; real e realismo; BeReal
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