Florestas produtivas na Amazônia legal
avançando pelo debate e possibilidades no estado do Pará a partir de uma experiência do TED UFMA/INCRA
DOI:
https://doi.org/10.36517/psg.v17iespecial.97535Palavras-chave:
Brasil, Amazônia, Floresta Produtiva, Projeto de AssentamentoResumo
O objetivo deste artigo é analisar quatro Projetos de Assentamento localizados no estado do Pará, a fim de contribuir no debate e indicar possibilidades de inserção dos mesmos no Plano Nacional de Florestas Produtivas. Para tanto, procedeu-se a uma revisão bibliográfica assentada nas seguintes técnicas de pesquisa: levantamento bibliográfico e documental; seleção de três municípios (Barcarena, Redenção, e Ulianópolis) em que se localizam quatro PAs (Ilha Trambioca, Inajá, Floresta Gurupi I, e Suçuarana); trabalho de campo em que se aplicaram 932 questionários; seleção, análise, tabulação e interpretação dos dados e informações obtidas. Os resultados revelaram que: i) o Pará concentra 81% das áreas de assentamentos no Brasil; ii) a realidade socioprodutiva dos pesquisados é caracterizada por um sistema de produção de baixo capital e baixa tecnologia, intensamente vulnerável a choques econômicos e climáticos; iii) todavia, 2/3 das famílias têm pessoas dispostas a se engajar em práticas de cultivo e recuperação previstas no PNFP. Conclui-se que as florestas produtivas podem concorrer para geração de riqueza sem comprometer o meio ambiente e, ainda, promover a inclusão social, a conservação da biodiversidade e dinamizar a economia local de grande parte da Amazônia Brasileira.
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