Uma análise sobre o uso dos recursos semióticos nas estratégias de Greenwashing no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.36517/psg.v17iespecial.97557Palavras-chave:
Greenwashing; Semiótica; Sustentabilidade.Resumo
O artigo analisa como os recursos semióticos são utilizados por empresas brasileiras como estratégia de greenwashing para promover uma imagem de sustentabilidade, mesmo diante de práticas não alinhadas ao discurso socioambiental. Busca-se compreender como o uso de imagens, cores, símbolos e linguagens e referências a biomas, como a Amazônia, são utilizados na comunicação e marketing empresarial para produzir sentidos, com o objetivo de manipular a percepção do público e consolidar uma imagem de compromisso com a proteção do meio ambiente. A discussão percorre ainda sobre a utilização da arte e da cultura como recursos simbólicos que permitem relacionar marcas e produtos a valores de responsabilidade socioambiental, promovendo legitimidade aos discursos empresariais. Como estudo de caso, analisou-se a atuação da empresa Cargill, na região Amazônica. A análise considerou a contradição entre o discurso de sustentabilidade da empresa com os questionamentos da sociedade civil e acusações de uso de estratégias de greenwashing relacionadas às suas atividades na região. O resultado da análise indica que o uso de recursos semióticos apresenta um papel estratégico na construção de uma identidade sustentável das organizações, contribuindo para associá-las a valores de preservação ambiental, de desenvolvimento sustentável e de responsabilidade social. E como essa construção pode favorecer as empresas para possíveis estratégias de greenwashing.
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