Uma análise sobre o uso dos recursos semióticos nas estratégias de Greenwashing no Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36517/psg.v17iespecial.97557

Palavras-chave:

Greenwashing; Semiótica; Sustentabilidade.

Resumo

O artigo analisa como os recursos semióticos são utilizados por empresas brasileiras como estratégia de greenwashing para promover uma imagem de sustentabilidade, mesmo diante de práticas não alinhadas ao discurso socioambiental. Busca-se compreender como o uso de imagens, cores, símbolos e linguagens e referências a biomas, como a Amazônia, são utilizados na comunicação e marketing empresarial para produzir sentidos, com o objetivo de manipular a percepção do público e consolidar uma imagem de compromisso com a proteção do meio ambiente. A discussão percorre ainda sobre a utilização da arte e da cultura como recursos simbólicos que permitem relacionar marcas e produtos a valores de responsabilidade socioambiental, promovendo legitimidade aos discursos empresariais. Como estudo de caso, analisou-se a atuação da empresa Cargill, na região Amazônica. A análise considerou a contradição entre o discurso de sustentabilidade da empresa com os questionamentos da sociedade civil e acusações de uso de estratégias de greenwashing relacionadas às suas atividades na região. O resultado da análise indica que o uso de recursos semióticos apresenta um papel estratégico na construção de uma identidade sustentável das organizações, contribuindo para associá-las a valores de preservação ambiental, de desenvolvimento sustentável e de responsabilidade social. E como essa construção pode favorecer as empresas para possíveis estratégias de greenwashing.

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Biografia do Autor

  • Leda Maria Pereira Monteiro, Universidade Federal do Pará

    Doutoranda em Ciência da Informação pelo Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação (PPGCI) da Universidade Federal do Pará (2024). Especialista em Gestão Ambiental pelo Núcleo de Meio Ambiente (NUMA) da Universidade Federal do Pará (2020). Mestre em Gestão Pública pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA) da Universidade Federal do Pará (2016). Possui graduação em Administração pela Universidade Federal do Pará (2013) e ocupante do cargo de Administradora na Universidade Federal Rural da Amazônia (2017), onde atualmente exerce suas atribuições na Diretoria de Planejamento e Orçamento (DPLO), ligada à Pró-reitoria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional (PROPLADI) da UFRA. 

  • Fábio Pezzi Parode, Universidade Federal do Ceará

    Doutor em Estética pela Université de Paris 1 - Panthéon Sorbonne (2005), mestrado em Ciências da Comunicação pela UNISINOS (2000), Especialista em Design Estratégico pela UNISINOS (2008), graduação em Comunicação Social Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1992). Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Estética e Comunicação, atuando principalmente nos seguintes temas: arte, estética e comunicação, comunicação visual e design. É professor pesquisador em Design, Artes Visuais e Estética, com publicações na área; Realiza pesquisa sobre audiovisual, estética e processos minoritários. Foi editor do periódico científico Strategic Design Research Journal, (www.unisinos.br/sdrj), de 2008 até 2015. É editor-chefe do periódico cientifico PASSAGENS (http://www.periodicos.ufc.br/index.php/passagens) de 2018 até o presente. É membro do Grupo de Pesquisa CNPq Semiótica e Estudos da Comunicação - GPESC, liderado pelo profa. Dra. Nísia Martins do Rosário - UFRGS; Realizou pós-doutorado sobre o tema Arte e Design com supervisão da prof. Dra. Icleia Borsa Cattani, do programa de pós-graduação em Artes da UFRGS, realizou pós-doutorado na Universidade Federal do Ceará, Centro de Humanidades (Comunicação) sobre Estética, Comunicação e Poder com supervisão do prof. Dr. Osmar Gonçalves. Realizou pós doutorado no Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia - INCT com coordenação do prof. Dr. Afonso Albuquerque e supervisão do prof. Dr. Diógenes Lycarião Barreto de Sousa. Possui Licenciatura em Artes Visuais pela Uninter. 

  • Danielly Oliveira Inomata, Universidade Federal do Amazonas

    Doutora em Ciência da Informação (2017), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC/ PGCIN) - Turma 2013. Mestre em Ciência da Informação (2012) pela UFSC/ PGCIN, Especialista em Planejamento e Gerenciamento de Águas (2007) pela Universidade Federal do Amazonas - UFAM, Graduada em Biblioteconomia (2005) pela UFAM. Professora da Faculdade de Informação e Comunicação, Curso de Biblioteconomia, da UFAM. Professora permanente, do Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação (PPGIC/UFAM) e do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, da Universidade Federal do Pará (UFPA). Pesquisadora e vice-líder do grupo de pesquisa 'Gestão da Informação e do Conhecimento na Amazônia' (UFAM). Coordenadora da Região Norte da Associação Brasileira de Educação em Ciência da Informação - ABECIN (Gestão 2025-2028). É avaliadora de periódico nacional e internacional. Tem competência de atuar nas áreas de Ciência da Informação, Biblioteconomia; Gestão da informação, Gestão do Conhecimento, Fluxos de Informação em ambientes de inovação (Parque Tecnológico, Incubadora e startup); Análise, produção, compartilhamento, métricas e consumo de conhecimentos: Mulheres na Ciência regional, Fenômenos informacionais (desinformação, fakenews, pós-verdade) no contexto ambiental.

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Publicado

16-10-2026

Edição

Seção

Dossiê "Amazônia, Sociedade e Sustentabilidade: Narrativas, Discursos, Ideologias e Debates"

Categorias

Como Citar

PEREIRA MONTEIRO, Leda Maria; PARODE, Fábio Pezzi; INOMATA, Danielly Oliveira. Uma análise sobre o uso dos recursos semióticos nas estratégias de Greenwashing no Brasil. Passagens: Revista do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, v. 17, n. especial, p. e97557 , 2026. DOI: 10.36517/psg.v17iespecial.97557. Disponível em: https://periodicos.ufc.br/passagens/article/view/97557. Acesso em: 20 out. 2026.