Vozes do Quilombo
Comunicação, território e desigualdades digitais em Tracuateua (PA)
DOI:
https://doi.org/10.36517/psg.v17iespecial.97676Palavras-chave:
comunicação quilombola; território; inclusão digital, oralidade; Amazônia.Resumo
O artigo analisa as condições de acesso e os usos sociais dos smartphones em quatro comunidades remanescentes quilombolas contíguas do município de Tracuateua, no nordeste do Pará - Torre, Jurussaca, Campo Novo e Cigano. Busca-se compreender de que modo as práticas comunicacionais digitais se articulam às desigualdades de infraestruturas e às formas territorializadas de sociabilidades. A pesquisa, de abordagem qualitativa e descritivo-interpretativo, combinou formulários mistos, observação direta e escuta de moradores. Os resultados mostram ampla presença dos smartphone, variando entre as comunidades com forte precariedade do sinal de internet. O aparelho é associado a comunicação familiar, ao acesso à informação e às atividades de estudo, sem substituir a oralidade e as redes presenciais. Conclui-se que a conectividade, nesses territórios, deve ser compreendida como direito vinculado à justiça territorial e comunicacional, e não como simples difusão de dispositivos
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