O que vem depois da orgia?
Pornochanchada, desejo e montagem em um ensaio audiovisual
DOI :
https://doi.org/10.36517/psg.v16i2%20especial.96502Mots-clés :
pornochanchada, pornografia, ensaio audiovisual, montagem, prazerRésumé
Este estudo de caso analisa a pornochanchada, gênero regozijante do cinema brasileiro, considerando suas características estéticas, temáticas e sociais. O artigo configura-se como um diálogo entre docente e discente no contexto de um curso de pós-graduação, articulando análise fílmica e pesquisa teórica, culminando na criação do videoensaio Depois da Orgia. O objetivo é amalgamar o gênero e suas relações com a sociedade brasileira da época: a pornochanchada é abordada como fenômeno cinematográfico marcado pelo corpo e como um arquivo audiovisual cultural e político. A metodologia inclui análise fílmica, levantamento teórico sobre erotismo, pornografia e gênero no cinema, e o relato da criação do curta. Depois da Orgia aposta no formato de videoensaio como ferramenta para uma revisão crítica da pornochanchada. O trabalho detalha o processo de criação deste ensaio audiovisual, enfatizando as questões que guiaram sua produção: o pornográfico, a inserção de coreografias sexuais explícitas na pornochanchada e a interpretação do sexo explícito como consequência lógica do gênero. O texto reflete sobre a materialidade do curta-metragem, seu discurso fílmico e a montagem de imagens de arquivo. Conclui-se que a pornochanchada, em sua multiplicidade, convida-nos a examinar suas brechas, subtextos e ambiguidades: temas como liberdade sexual, censura e crítica social. O artigo contribui para uma leitura mais aprofundada do gênero no contexto audiovisual nacional e nas qualidades do ensaio audiovisual para análise do corpo fílmico.
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