(DES)ARTICULAÇÃO DE CLÁUSULAS: PROPOSTAS ANALÍTICAS PARA A INSUBORDINAÇÃO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36517/2525-3468.rdl.v1i43.2024.94237

Palavras-chave:

(Des)articulação de cláusulas, insubordinação, padrão formal, função pragmática

Resumo

O presente artigo busca oferecer um panorama teórico a respeito do estatuto da insubordinação com relação às propostas vigentes para o fenômeno, pautando-se em dados do corpus constituído por Affonso Jr. (2024), composto por folhetins e romances publicados ao longo do século XIX no Brasil. Tal panorama justifica-se por que há, na literatura recente, definições e propostas distintas para classificar o fenômeno da insubordinação. Assim, partimos das hipóteses de que padrões formais e funções pragmáticas não estão unilateralmente vinculados e que mais de um fenômeno de desenvolvimento pode estar ligado a diferentes ocorrências de insubordinação. A fim de atender a esse objetivo, o trabalho está segmentado em duas grandes seções. Na primeira, a partir da análise de seis diferentes propostas de mecanismos de desenvolvimento para a insubordinação, examinamos o eixo sincronia x diacronia, as alternativas marginais à insubordinação e o recorte forma x função. Essa primeira etapa revela o quão distintas são as hipóteses para o surgimento da insubordinação e, ao mesmo tempo, como diferentes propostas tendem a privilegiar aspectos funcionais para responder pela insubordinação, muitas vezes, entendendo a forma como coadjuvante, dependente da função. Numa segunda etapa, partimos para o exame de proposta voltada ao português que secciona aspectos formais e funcionais da insubordinação, permitindo que analisemos o fenômeno desvinculando unilateralmente padrões formais de funções pragmáticas. Objetivamos com essa sistematização acerca do que se tem disponível na literatura recente para a pesquisa no que diz respeito à (des)articulação de cláusulas evidenciar uma convergência que distancia a insubordinação de maneiras tradicionais de análise de combinação de cláusulas. Os resultados encontrados por Affonso Jr. (2024) comprovam as hipóteses norteadoras do panorama proposto aqui.

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Biografia do Autor

  • Marcelo Rodrigues Affonso Junior, UFRJ

    Mestre em Letras Vernáculas (Língua Portuguesa) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professor substituto do Setor Língua Portuguesa da Faculdade de Letras (UFRJ)

  • Violeta Virginia Rodrigues, UFRJ

    Possui graduação em Português-Literaturas (1990), Especialização em Literatura Infanto-Juvenil (1991), Mestrado em Letras Vernáculas (1994) e Doutorado em Letras Vernáculas (2001) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Fez estágio Pós-Doutoral (de 01 de agosto 2012 a 10 de abril de 2013 e de 07 de março a 07 de dezembro de 2019) sob supervisão da Professora Doutora Maria Beatriz Nascimento Decat (FALE / POS-LIN / UFMG). É professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, integrando o quadro de docentes permanentes do Departamento de Letras Vernáculas - Setor de Língua Portuguesa -, atuando nos cursos de Graduação e no Programa de Pós-Graduação em Letras Vernáculas (PPGLEV). Tem experiência na área de Letras, atuando principalmente nos seguintes temas: Língua Portuguesa, Sintaxe (Processos sintáticos: Subordinação, Coordenação, Correlação, Justaposição); Funcionalismo (Gramaticalização de conectores; Desgarramento e insubordinação de cláusulas), Ensino de Língua Portuguesa e Redação (correção e avaliação). Atualmente exerce a função de Diretoria Adjunta de Pós Graduação da Faculdade de Letras da UFRJ. É líder do Grupo de Estudos em Conexão e Insubordinação de Cláusulas (GECIC), que se originou dos Projetos desenvolvidos pela pesquisadora, que podem ser acessados em combinacaodeclausulas.webnode.com.br e articulacaodeclausulas.webnode.com.

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Publicado

2024-12-31

Como Citar

(DES)ARTICULAÇÃO DE CLÁUSULAS: PROPOSTAS ANALÍTICAS PARA A INSUBORDINAÇÃO. Revista de Letras, [S. l.], v. 1, n. 43, 2024. DOI: 10.36517/2525-3468.rdl.v1i43.2024.94237. Disponível em: https://periodicos.ufc.br/revletras/article/view/94237. Acesso em: 6 nov. 2026.