Sífilis em mulheres egressas do sistema prisional: prevalência e fatores associados

Priscila Araújo Santos Silva, Letícia Alcoforado Gomes, Carmen Amorim-Gaudêncio, Karina Pollyne Nascimento Lima, Leidyanny Barbosa de Medeiros, Jordana de Almeida Nogueira

Resumo


Objetivo: investigar a prevalência de sífilis e seus fatores associados em mulheres egressas do sistema prisional. Métodos: estudo transversal realizado com 56 mulheres cumprindo pena em regime aberto e semiaberto em Centro de Reeducação Feminina. Os dados foram coletados utilizando-se formulário contendo características sociodemográficas e práticas sexuais, bem como realizado teste rápido para sífilis. Procedeu-se análise descritiva, prevalência, teste qui-quadrado e teste exato de Fisher. Resultados: a sífilis foi prevalente em 16,1% da amostra. Constatou-se maior prevalência em mulheres com mais de 35 anos (21,7%), cor branca (33,3%), casadas/união estável (21,4%), nível de escolaridade elevado (27,3%), evangélicas (33,3%), sem vida sexual ativa (20,0%), com múltiplos parceiros (16,7%), que relatavam usar preservativos com parceiros fixos (33,3%) e eventuais (28,0%), e que usavam drogas ilícitas (20,0%). Conclusão: os achados apontam para importância da utilização de métodos de rastreio da infecção e evidenciam a necessidade de estratégias preventivas que considerem especificidades contextuais.


Palavras-chave


Prisões; Doenças Sexualmente Transmissíveis; Treponema pallidum.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15253/2175-6783.2018193321

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