Avaliação linguística de verbos existenciais por funchalenses cultos a partir de árvore de distâncias mínimas

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.36517/ep16.97267

Palabras clave:

Árvore de distâncias mínimas;, Percepções e atitudes linguísticas, Sociolinguística Variacionista, fala culta, português europeu

Resumen

Este trabalho estuda a variação dos verbos existenciais ter, haver e existir no falar culto de Funchal, Ilha da Madeira, à luz da sociolinguística variacionista (Labov, 2008; Weinreich; Labov; Herzog, 2006), com orientações de Campbell-Kibler (2009, 2010), Oushiro (2021a) e Sene (2019), sobre as percepções e atitudes na sociolinguística, além de Oushiro (2019a), Silverstein (2003) e Eckert (2008), para o uso de árvores de distâncias mínimas. Os dados são oriundos de um teste on-line aplicado a funchalenses entre 2021 e 2022, criado na plataforma Qualtrics®. A árvore de distâncias mínimas foi elaborada a partir de correlações estatísticas geradas com base no arquivo de dados oriundo do teste aplicado e criado a partir de algumas características selecionadas pelos participantes no teste. Como resultados, o teste mostra que o verbo ter está muito próximo dos adjetivos pessoa vilão/rústica, metida, mal educada e trabalhadora, estando o uso deste verbo relacionado com o uso descuidado da linguagem ou de falta de domínio da língua; o verbo existir está na mesma linha que o verbo ter, mas, mais distante; contudo, existir está mais próximo dos adjetivos pessoa confiante, conservadora, sofisticada, trabalhadora e religiosa; já o verbo haver se encontra bastante distante de ter e existir, estando próximo dos adjetivos articulada e branca. Podemos concluir que este estudo mostra que, de um modo geral, os participantes funchalenses relacionam o verbo ter com a informalidade junto a existir em relação a haver; assim, haver é considerado formal e ter é considerado informal.

 

 

Biografía del autor/a

  • Rakel Beserra de Macêdo, Universidade Estadual do Ceará

    Doutora e mestre em Linguística Aplicada. Professora Especialista Nível M na Secretaria da Educação do Estado do Ceará -SEDUC-CE

  • Aluíza Alves de Araújo, Universidade Estadual do Ceará

    Doutora (2007) em Linguística pela Universidade Federal do Ceará. Professora Associada da Universidade Estadual do Ceará.

  • Aline Maria Pinguinha França Bazenga, Universidade da Madeira

    Doutora em Letras – Linguística Francesa – pela Universidade da Madeira. Docente desta instituição desde 1992, é atualmente Professora Auxiliar, Vice-Presidente do Centro de Competências de Artes e Humanidades e Diretora do 1.º ciclo em Ciências da Cultura.

    Investigadora integrada do Centro de Linguística da Universidade de Lisboa (CLUL – Grupo Dialetologia e Diacronia). Investigadora colaboradora do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias (CLEPUL – Grupo de Investigação 3 – Multiculturalismo e Lusofonia). Integra, como investigadora colaboradora e coordenadora da área da Linguística, o Centro de Investigação em Estudos Regionais e Locais (CIERL) da Universidade da Madeira.

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Publicado

2026-07-02

Número

Sección

Sociolingüística: otras interfaces y nuevas aplicaciones

Cómo citar

Avaliação linguística de verbos existenciais por funchalenses cultos a partir de árvore de distâncias mínimas. Entrepalavras, [S. l.], v. 16, p. e97267, 2026. DOI: 10.36517/ep16.97267. Disponível em: https://periodicos.ufc.br/entrepalavras/article/view/97267. Acesso em: 7 jul. 2026.