A abordagem processual da escrita na composição de legendas
DOI:
https://doi.org/10.22168/2237-6321.4.4.1.192-203Palabras clave:
Legendagem para surdos e ensurdecidos, Abordagem processual da escrita, Ato de redigir.Resumen
O ato de redigir implica em realizar operações mentais de natureza conflitante, satisfazendo um grande número de exigências simultaneamente (Vieira, 2005). Essa é a chamada visão processual da escrita, que pode ser didaticamente decomposta em subprocessos (Hayes e Flower, 1980). A confecção de legendas para produções audiovisuais possui diversos parâmetros que devem ser seguidos pelo legendista sob pena de não conduzir uma tradução confortável aos olhos do espectador (Araújo, 2007), pois é necessário adequar a fala às limitações de tempo e espaço impostas pela produção audiovisual. Busca-se, portanto, com o presente estudo, compreender se essas operações mentais realizadas no processo de redigir podem também ocorrer na atividade de elaboração de legendas, a partir do esclarecimento dos processos nela envolvidos. Para tanto, elaborar-se-á a legenda do primeiro minuto do curta-metragem “Os filmes que não fiz”, de Gilberto Scarpa, segundo a abordagem processual da escrita.
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