Uma leitura tensiva do poema Romance Sonámbulo
DOI:
https://doi.org/10.22168/2237-6321-21862Palabras clave:
Semiótica. Tensividade. Poesia.Resumen
O título desse artigo faz referência direta, em tom de homenagem, a um texto seminal do semioticista Claude Zilberberg, publicado em 1972, na célebre coletânea de ensaios organizada por A. J. Greimas (Essais de Sémiotique Poétique). Portanto, este trabalho, seguindo a lógica do seu texto inspirador, pretende tocar na poesia, nesse caso, a partir do poema Romance Sonámbulo (1928), do espanhol Federico García Lorca, e na semiótica, a partir do ponto de vista tensivo, termo preferido por Zilberberg para descrever sua própria teoria, a atualmente também chamada semiótica zilberberguiana. Afastando-se gradativamente da estrutura narratológica e aproximando-se da articulação entre intensidade e extensidade, bem como de seus subprodutos, seguramente, o modelo tensivo tem muito a dizer de um acontecimento inesperado, como pretende-se ler aqui o poema de Lorca, o qual provoca não somente um, mas vários momentos de ruptura da lógica implicativa, erigindo uma verdadeira ode ao sentido da concessão.
Referencias
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