As não respostas e as fronteiras dialetais brasileiras: possíveis caminhos

Autores/as

  • Leandro Almeida dos Santos Universidade Federal da Bahia

    DOI:

    https://doi.org/10.22168/2237-6321-31905

    Palabras clave:

    Áreas dialetais. Projeto ALiB. Não respostas.

    Resumen

    Este estudo apresenta um breve panorama sobre as áreas dialetais brasileiras, através dos dados Projeto Atlas Linguístico do BrasilProjeto ALiB para a questão 164 do Questionário Semântico-Lexical QSL que busca identificar as formas lexicais para ”uma brincadeira em que as crianças ficam em círculo, enquanto uma outra vai passando com uma pedrinha, uma varinha, um lenço que deixa cair atrás de uma delas e esta pega a pedrinha, a varinha, o lenço e sai correndo para alcançar aquela que deixou cair” (COMITÊ NACIONAL DO PROJETO ALiB, 2001, p. 34). Os objetivos principais foram verificar se as formas documentadas revelam limites dialetais, além de mostrar a importância do não dado para as pesquisas sociodialetais. A metodologia empregada foi: a) seleção e leitura dos textos relacionados ao tema; b) escolha e formação do corpus; c) análise do corpus, a partir do cotejo estabelecido entre: Ribeiro (2012), Portilho (2013), Santos (2016) e Santos (2018); d) comparação entre as variantes encontradas; e) as análises foram empreendidas sobre o corpus; e f) foram tecidas algumas considerações sobre os resultados encontrados. Vale destacar que a pergunta 164 do QSL não é produtiva, uma vez que o índice de não obtenção das respostas foi elevado em todas as áreas observadas. Outro aspecto notável é a necessidade do tratamento adequado para o “não dado”, além de computado, deve ser cartografado, a fim de facilitar a leitura das cartas linguísticas.

    Biografía del autor/a

    • Leandro Almeida dos Santos, Universidade Federal da Bahia
      Atualmente, é doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Língua e Cultura (PPGLinC) da Universidade Federal da Bahia (UFBa). Mestre em Língua e Cultura, pelo referido Programa. Especialista em Estudos Linguísticos e Literários, pela UFBa. Licenciado e Bacharel em Letras Vernáculas, pela UFBa. Atua, como professor substituto, na Universidade Estadual da Bahia (UNEB), campus IV, em Jacobina. Atuou como professor substituto das disciplinas EDC A62 - Estágio Supervisionado I de Língua Portuguesa e EDC A63 - Estágio Supervisionado II de Língua Portuguesa - (FACED-UFBA). Atuou na Faculdade Montessoriano, em Salvador, como professor horista e, no Colégio Montessoriano, turmas do Ensino Médio. Atuou como bolsista de Iniciação Científica (PIBIC - CNPq/UFBA), no projeto Atlas Linguístico do Brasil (Projeto ALiB), entre agosto de 2010 e abril de 2013, e, até o presente momento, compõe a equipe de pesquisadores do referido Projeto, ocupando a função de inquiridor auxiliar. Dedica-se à diversidade dialetal e sociolinguística do Português Brasileiro, com ênfase nos processos semântico-lexicais e morfossintáticos, também tem interesse nas investigações sobre fronteiras dialetais do PB, além das investigações sobre a formação de professores.

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    Publicado

    2020-11-05

    Número

    Sección

    ARTIGOS

    Cómo citar

    As não respostas e as fronteiras dialetais brasileiras: possíveis caminhos. Entrepalavras, [S. l.], v. 10, n. 3, 2020. DOI: 10.22168/2237-6321-31905. Disponível em: https://periodicos.ufc.br/entrepalavras/article/view/99491. Acesso em: 21 sep. 2026.