Pupỹkary tywy, takarena, ῖthu ykynypuku: meronímia e sua contribuição para o conhecimento e ensino da língua Apurinã (Aruák)

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.22168/2237-6321-10esp2073

Palabras clave:

Meronímia. Apurinã. Lexicografia.

Resumen

Este trabalho examina o fenômeno da meronímia em Apurinã, isto é, processos semânticos envolvidos na expressão das relações parte/todo (CRUSE, 2011), assim como a aplicação desse conhecimento na elaboração de um livro digital ilustrado, a ser usado como instrumento didático-pedagógico para o ensino e fortalecimento da língua. A maioria dos merônimos em Apurinã é codificada como nomes inalienáveis, que diferem dos alienáveis em termos de seus padrões de marcação morfossintática (FREITAS, 2017), muito embora haja merônimos que são codificados como alienáveis, tais como algumas partes de plantas, por exemplo, pi-txipuku-re (2sg-fruta-possd) ‘tua fruta’/ txipuku-ry (fruta-n.possd). Dentre os inalienáveis, as partes do corpo, por exemplo, ny-tapike (1sg-perna.de) ‘minha perna’/ tapike-txi (perna.de-n.possd) ‘perna’, formam não apenas uma classe semântica (juntamente com conceitos relacionados ao corpo, ainda que metaforicamente), mas apresentam características morfossintáticas específicas, já que recebem o sufixo -txi, diferindo dos termos de parentesco, que jamais recebem tal marca, pela impossibilidade de ocorrerem não possuídos. Isso mostra que, no macro-domínio semântico dos merônimos na língua, há uma organização complexa, embora sistemática, em termos de seus diferentes padrões de marcação morfossintática. Dada tal complexidade, é importante que se tenha esse conhecimento organizado em um material didático-pedagógico que possa auxiliar no ensino da língua nas escolas Apurinã.

Biografía del autor/a

  • Marília Fernanda Pereira de Freitas, Universidade Federal do Pará
    Marília Freitas graduou-se em Licenciatura em Letras - Habilitação em Língua Portuguesa (2005) e Inglesa (2007) pela Universidade Federal do Pará. Concluiu o curso de Mestrado em Letras - Estudos Linguísticos - no Programa de Pós-Graduação em Letras da mesma instituição (2008). Foi contemplada com bolsa CAPES, Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE), vigente de setembro/2015 a abril 2016, atuando como research scholar na University of Texas at Austin (UT-Austin). Concluiu o Curso de Doutorado em Letras (2017), também na UFPA. É professora efetiva da Universidade Federal do Pará, na Faculdade de Letras, desde 2011.Foi coordenadora adjunta do Curso de Letras/ Português do Parfor/ UFPA, de agosto de 2017 até março de 2018, data a partir da qual assumiu a função de coordenadora do mesmo curso.
  • Sidney da Silva Facundes, Universidade Federal do Pará
    Possui graduação em Língua Portuguesa e Literatura pela Universidade Federal do Pará(1990), especialização em LSA Linguistic Institute pela University Of California At Santa Cruz(1991), especialização em Curso Intensivo de Lingüística Indígena pela Museu Paraense Emílio Goeldi(1988), mestrado em Lingüística pela University of Oregon(1994), doutorado em Lingüística pela State University Of New York At Buffalo(2000), aperfeicoamento em LSA Linguistic Institute pela The University of New México(1995), aperfeicoamento em Instrumentos Computacionais de Análise Lingüística pela Universidade Federal de Santa Catarina(1991) e aperfeicoamento em LSA Linguistic Institute pelo Ohio State University(1993). Atualmente é Adjunto da Universidade Federal do Pará, Membro de corpo editorial da Journal of Language and Linguistics e Revisor de projeto de fomento da Endangered Languages Documentation Programme. Tem experiência na área de Lingüística, com ênfase em Teoria e Análise Lingüística. Atuando principalmente nos seguintes temas:apurinã, Aruak, gramática descriptiva, língua indígena, lingüística descritiva. 

Referencias

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Publicado

2021-06-09

Cómo citar

Pupỹkary tywy, takarena, ῖthu ykynypuku: meronímia e sua contribuição para o conhecimento e ensino da língua Apurinã (Aruák). Entrepalavras, [S. l.], v. 11, n. 10esp, p. 279–304, 2021. DOI: 10.22168/2237-6321-10esp2073. Disponível em: https://periodicos.ufc.br/entrepalavras/article/view/99524. Acesso em: 21 sep. 2026.