Ficções do real e imposições do jogo fotográfico no aplicativo BeReal
DOI :
https://doi.org/10.36517/psg.v16i.91906Résumé
Este artigo desenvolve uma análise crítica do aplicativo BeReal, a fim de compreender se de fato apresenta uma ruptura radical na produção e circulação de imagens fotográficas. A discussão recorre aos referenciais da teoria da fotografia para refletir sobre três pontos: as implicações do real atrelado à fotografia; o registro fotográfico como um filtro sociocultural; e o fazer fotográfico na sociedade de consumo como um jogo maniático mobilizado pelo aparelho. A partir dessa reflexão, foi possível observar que o BeReal se baseia no realismo ingênuo da primeira fase da fotografia, mascarando os aspectos ficcionais da criação fotográfica, além de reiterar o ato fotográfico mobilizado pelas imposições dos aparelhos.
Palavras-chave: fotografia; redes sociais; real e realismo; BeReal
REFERÊNCIAS
BARTHES, R. A Câmara Clara. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984.
BAZIN, A. A ontologia da imagem fotográfica. In TRACHTEMBERG, Alan (Org.). Ensaios
sobre fotografia: de Niépce a Kraus. Lisboa: Orfeu Negro, 2013, p. 261-266.
BOURDIEU, P. Un arte medio: ensayo sobre los usos sociales de la fotografía.
Barcelona: Editorial Gustavo Gili, 2003.
CRARY, J. Técnicas do observador: visão e modernidade no século XIX. Rio de Janeiro:
Contraponto, 2012.
DEBORD, G. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 2002.
DUBOIS, P. O ato fotográfico e outros ensaios. Campinas: Papirus, 1993.
FLUSSER, V. Filosofia da caixa preta: ensaios para uma futura filosofia da fotografia.
Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2009.
FONTCUBERTA, J. O beijo de Judas: fotografia e verdade. Barcelona, Gustavo Gili,
2010,
JAGUARIBE, B. Realismo sujo e experiência autobiográfica. In: FATORELLI, A.; BRUNO,
F. (Orgs.). Limiares da imagem: tecnologias e estéticas na cultura contemporânea. Rio
de Janeiro: Mauad X, 2006.
KOSSOY, B. Realidades e ficções na trama fotográfica. São Paulo: Ateliê Editorial,
2009.
MACHADO, A. A ilusão especular: uma teoria da fotografia. São Paulo: Editorial
Gustavo Gili, 2015.
ROUILLÉ, A. A fotografia: entre documento e arte contemporânea. São Paulo: Senac,
2009.
SILVA, M. de O.; LONDERO, R. R. Imagens que consumimos, imagens que nos
consomem: afetações do corpo na era da virtualidade. Discursos Fotográficos,
Londrina, v. 11, n. 18, jan./jun., 2015, p.13-33. Disponível em:
https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/discursosfotograficos/article/view/21313/16
813. Acesso em: 25 abr. 2023.
SOULAGES, F. Estética da fotografia: perda e permanência. São Paulo: Senac, 2010.
Téléchargements
Téléchargements
Publiée
Numéro
Rubrique
Licence
(c) Copyright Michel de Oliveira 2026

Ce travail est disponible sous la licence Creative Commons Attribution 4.0 International .
Esta licença permite que os reutilizadores distribuam, remixem, adaptem e desenvolvam o material em qualquer meio ou formato, desde que a atribuição seja dada ao criador. A licença permite o uso comercial.











