Yes, nós temos justiceiros
Eu matei Lúcio Flávio (1979) e o vigilantismo no cinema policial brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.36517/psg.v16i2%20especial.94990Palavras-chave:
filmes de ação, cinema policial, esquadrão da morte, vigilantismoResumo
O artigo investiga a representação do vigilantismo no cinema policial brasileiro, tendo como objeto de estudo o filme Eu Matei Lúcio Flávio (1979), dirigido por Antônio Calmon. A pesquisa contextualiza a obra no cenário da ditadura militar, analisando sua relação com a ascensão dos Esquadrões da Morte e a retórica da justiça com as próprias mãos, por meio de conceitos como necropolítica e soberania. Além disso, examina como a influência do cinema policial internacional chega ao Brasil como uma tendência importada e se reconfigura de acordo com a realidade nacional. Através de uma análise narrativa, busca-se compreender como o gênero policial é percebido no país, de que forma sua adaptação refletiu o contexto sociopolítico da época e como o filme de Calmon constrói o arquétipo do policial justiceiro, reforçando discursos de violência e controle social. Em última instância, o estudo pretende responder por que Eu Matei Lúcio Flávio se tornou um marco na consolidação do imaginário do vigilante no cinema nacional, influenciando debates sobre segurança pública e cultura popular até os dias atuais.
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