Zonas de experimentação comunicativa e poéticas emancipatórias da marronagem

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36517/psg.v17i.95153

Palavras-chave:

emancipação, heterotopia, marronagem, vulnerabilidades, zonas

Resumo

O objetivo deste artigo é refletir acerca da relação entre vulnerabilidade e resistência por meio da criação de espaços de experimentação heterotópica nos quais se pratica a poética da maroonagem. Entendemos que tal poética permite uma compreensão de táticas emancipatórias como parte vital de um processo relacional de afirmação e interdependência. A agência relacional, as alianças e o desenvolvimento de linhas de fuga compõem zonas insurgentes contra mecanismos que buscam disciplinar e controlar sujeitos e especialmente grupos percebidos como vulneráveis ​​(deixando-os num contexto de culpa individual pelo seu fracasso e em isolamento). Argumentamos que condições de vulnerabilidade podem ser modificadas, uma vez que cada sujeito é colocado em uma rede de relações marcada por um campo de forças aqui considerado a partir da perspectiva decolonial de Dénetèm Touam Bona em diálogo com Jacques Rancière e Marie-José Mondzain. Concluindo, propomos uma abordagem ao conceito de vulnerabilidade a partir da criação de zonas de experimentação capazes de desafiar criticamente a ideologia neoliberal e a sua defesa da invulnerabilidade como regra a seguir em benefício de um excedente de segurança, de imunização e de controle.

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Biografia do Autor

  • Ângela Cristina Salgueiro Marques, Universidade Federal de Minas Gerais

    Professora Associada do Departamento de Comunicação da UFMG, onde atua também no PPGCOM. Realizou Pós-Doutorado na Universidade Stendhal Grenoble III, França. Bolsista do CNPq. Tradutora dos seguintes livros de Jacques Rancière: O trabalho das imagens (Chão da Feira, 2021) and O método da cena (Quixote + Do, 2021). 

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Publicado

30-06-2026

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Artigos Livres

Como Citar

SALGUEIRO MARQUES, Ângela Cristina. Zonas de experimentação comunicativa e poéticas emancipatórias da marronagem. Passagens: Revista do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, v. 17, p. 1–21, 2026. DOI: 10.36517/psg.v17i.95153. Disponível em: https://periodicos.ufc.br/passagens/article/view/95153. Acesso em: 1 jul. 2026.