Zonas de experimentação comunicativa e poéticas emancipatórias da marronagem
DOI:
https://doi.org/10.36517/psg.v17i.95153Palavras-chave:
emancipação, heterotopia, marronagem, vulnerabilidades, zonasResumo
O objetivo deste artigo é refletir acerca da relação entre vulnerabilidade e resistência por meio da criação de espaços de experimentação heterotópica nos quais se pratica a poética da maroonagem. Entendemos que tal poética permite uma compreensão de táticas emancipatórias como parte vital de um processo relacional de afirmação e interdependência. A agência relacional, as alianças e o desenvolvimento de linhas de fuga compõem zonas insurgentes contra mecanismos que buscam disciplinar e controlar sujeitos e especialmente grupos percebidos como vulneráveis (deixando-os num contexto de culpa individual pelo seu fracasso e em isolamento). Argumentamos que condições de vulnerabilidade podem ser modificadas, uma vez que cada sujeito é colocado em uma rede de relações marcada por um campo de forças aqui considerado a partir da perspectiva decolonial de Dénetèm Touam Bona em diálogo com Jacques Rancière e Marie-José Mondzain. Concluindo, propomos uma abordagem ao conceito de vulnerabilidade a partir da criação de zonas de experimentação capazes de desafiar criticamente a ideologia neoliberal e a sua defesa da invulnerabilidade como regra a seguir em benefício de um excedente de segurança, de imunização e de controle.
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