O PAPEL DA TRADUÇÃO NA FORMAÇÃO DO CÂNONE

AS MULHERES DO GRUPO OULIPO E O ISOLAMENTO LITERÁRIO

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.36517/ffqk9g80

Palabras clave:

OuLiPo, sexismo, cânone literário

Resumen

Parte-se, neste artigo, do princípio de que para que uma obra seja traduzida e realize a almejada circulação transatlântica, não basta apenas que esta possua qualidade literária, expressividade poética, ou pertinência no país de origem, pois há uma série de fatores extraliterários que dificultam, ou até mesmo impedem, que determinadas obras circulem em outros países, tais como o sexismo, o racismo, o colonialismo, desigualdades sociais, e preconceitos de diversas ordens, além de questões comerciais (CASANOVA, 2002). Diante disso, pretende-se, neste trabalho, analisar as causas e problematizar a não-tradução de obras de autoria feminina do grupo OuLiPo (Ouvroir de littérature potentielle), no Brasil, fato que leva ao isolamento de potências literárias, ao contrário do que ocorre com seus membros célebres, tais como Raymond Queneau, Georges Perec e Italo Calvino, porta-vozes do grupo e altamente traduzidos. Para tanto, serão utilizadas as obras de Pascale Casanova (2002) com vistas à reflexão sobre as causas de tal conjuntura, além de autoras que se debruçaram sobre a condição da mulher escritora na França e, particularmente, das oulipianas, a saber, Reggiani (2016), Bloomfield (2017), Tahar (2020), entre outras.

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Publicado

2026-05-04

Cómo citar

O PAPEL DA TRADUÇÃO NA FORMAÇÃO DO CÂNONE: AS MULHERES DO GRUPO OULIPO E O ISOLAMENTO LITERÁRIO. Revista de Letras, [S. l.], v. 1, n. 44, p. 48, 2026. DOI: 10.36517/ffqk9g80. Disponível em: https://periodicos.ufc.br/revletras/article/view/94365. Acesso em: 2 jun. 2026.