A ECOLINGUÍSTICA E O ESPAÇO URBANO: UMA ANÁLISE DE FACHADAS COMERCIAIS DA CIDADE DE GOIÂNIA, GOIÁS

Autores

  • Natália de Paula Reis
  • Elza Kioko Nakayama Nenoki do Couto

Resumo

Este artigo tem o objetivo de analisar paisagens linguísticas da cidade de Goiânia - Goiás, dando ênfase aos recursos semióticos de fachadas comerciais desse espaço urbano. Para tanto, os estudos de Gorter (2006), Gorter e Shohamy (2009) e Blommaert (2013) sobre as noções de paisagem linguística, e a perspectiva Ecolinguística de H. H. do Couto (2011, 2017), Couto e
Busnardo Filho (2017) embasam essa pesquisa. O corpus se constitui de registros fotográficos de fachadas comerciais localizadas em duas diferentes regiões da cidade de Goiânia, uma mais central e outra mais periférica. Observando as fotografias, percebemos a materialização de superdiversificados repertórios comunicativos, ou seja, uma paisagem linguística plural constituída por recursos diversos. Notamos ainda que fachadas localizadas em bairros mais centrais tendem a ser mais globais e impessoais, enquanto as situadas em bairros periféricos tendem a ser mais locais e pessoais. Longe de ser ambientes monolíngues como defendem os estudos ecolinguísticos, as fachadas refletem uma enorme diversidade linguístico-cultural que geralmente caracteriza os espaços urbanos.

Palavras-chave: Ecolinguística. Fachadas comerciais. Espaço urbano.

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Publicado

2018-12-03

Como Citar

REIS, Natália de Paula; COUTO, Elza Kioko Nakayama Nenoki do. A ECOLINGUÍSTICA E O ESPAÇO URBANO: UMA ANÁLISE DE FACHADAS COMERCIAIS DA CIDADE DE GOIÂNIA, GOIÁS. Revista de Letras, [S. l.], v. 2, n. 37, p. 241–255, 2018. Disponível em: http://periodicos.ufc.br/revletras/article/view/58840. Acesso em: 25 jul. 2024.