Diretrizes sobre usos de IA generativa em periódicos Qualis A de Linguística: uma análise exploratória
DOI:
https://doi.org/10.36517/ep16.97351Palavras-chave:
inteligência artificial generativa, produção científica, periódicos, linguística, dimensões escondidas da escrita acadêmicaResumo
Este trabalho tem dois objetivos: (1) quantificar periódicos de Qualis A da área de Linguística que apresentam posicionamentos relativos ao uso de ferramentas de Inteligência Artificial Generativa (IAGen) na produção científica, entre os dias 01 e 06 de setembro de 2025, e (2) analisar a natureza desses posicionamentos acerca do uso de IAGen, em diretrizes para autores apresentadas em tais periódicos. Para tal, adotam-se os pressupostos teóricos dos letramentos acadêmicos (Komesu; Fischer, 2014; Lea; Street, 1998), as dimensões “escondidas” da escrita acadêmica (Street, 2010) e de IAGen (Russel; Norvig, 2013; ANPD, 2024; UNESCO, 2024). Trata-se de uma pesquisa quanti-qualitativa (Souza; Kerbauy, 2017), do tipo exploratória (Gil, 2004), cujo corpus é constituído por 27 periódicos da área de Linguística, classificados como Qualis A, no quadriênio 2017-2020 e selecionados por meio de busca na plataforma Sucupira. Os resultados, analisados com base em proposições teóricas sobre IAGen e letramentos acadêmicos, indicam, até o momento, a predominância de um não-posicionamento nos periódicos analisados quanto aos usos de IAGen, sugerindo uma nova dimensão “escondida” da escrita acadêmica (Street, 2010). Já os posicionamentos favoráveis aos usos de IAGen apontam para essas ferramentas enquanto possíveis “suportes amigáveis” da escrita acadêmica. Constata-se que posicionamentos relativos ao (não) uso de IAGen na e para a produção científica ainda são tácitos.
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