Monotongação e ensino: quando a variação linguística chega à escrita

Autores

  • José Humberto dos Santos Santana Universidade Federal de Sergipe - Campus Prof. Alberto Carvalho/Graduando em Letras Português
    • Islan Bispo de Oliveira Universidade Federal de Sergipe - Campus Prof. Alberto Carvalho/Graduando em Letras Português
      • Mariléia Silva dos Reis Universidade Federal de Santa Catarina/Doutora em Letras/Linguística

        DOI:

        https://doi.org/10.22168/2237-6321.5.5.2.65-85

        Palavras-chave:

        monotongação na escrita, variação linguística, ensino de Língua Portuguesa.

        Resumo

        Este trabalho discute o modo como vem se manifestando o processo de monotongação na produção textual escrita de crianças que completam o ciclo da infância, designação atribuída aos três primeiros anos de escolarização voltados à alfabetização, bem como descreve, com base na Sociolinguística Quantitativa (GUY; ZILLES, 2007), o conjunto de fatores linguísticos - classes de palavras, tom da sílaba e contexto fonológico posterior – e extralinguísticos – faixa etária, escolaridade e sexo dos informantes – condicionantes da presença/apagamento dos ditongos decrescentes orais /ay/, /ey/ e /ow/ na escrita dos referidos sujeitos, nos anos finais da primeira etapa do Ensino Fundamental. A monotongação consiste no apagamento da semivogal dos referidos ditongos reduzindo o encontro vocálico à vogal. Esta descrição procura auxiliar o professor na mediação do processo de automonitoramento do aluno, no que diz respeito às diferenças entre a língua oral e a escrita. Adotaram-se, como corpus de análise, cinquenta textos escritos por alunos do terceiro, quarto e quinto anos de uma escola pública urbana do município de Itabaiana – SE. As ocorrências de ditongo e monotongo foram submetidas à ferramenta estatística GoldVarb X (SANKOFF et al, 2005). Os resultados alcançados evidenciam que a presença/apagamento das semivogais dos ditongos em estudo é condicionada pelos fatores extralinguísticos: faixa etária e escolaridade, e pelos fatores linguísticos: contexto fonológico posterior (tipo de consoante) e classes de palavras (não verbo).

        Biografia do Autor

        • José Humberto dos Santos Santana, Universidade Federal de Sergipe - Campus Prof. Alberto Carvalho/Graduando em Letras Português

          Departamento de Letras de Itabaiana

          Linguística

        • Islan Bispo de Oliveira, Universidade Federal de Sergipe - Campus Prof. Alberto Carvalho/Graduando em Letras Português

          Departamento de Letras de Itabaiana

          Linguística

        • Mariléia Silva dos Reis, Universidade Federal de Santa Catarina/Doutora em Letras/Linguística

          Professora do Departamento de Letras de Itabaiana, do Programa de Pós-Graduação em Letras e do Mestrado Profissional de Letras da Universidade Federal de Sergipe.

          Linguística

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        Publicado

        26-06-2016

        Edição

        Seção

        TEORIA E ANÁLISE LINGUÍSTICA (seção vária)

        Como Citar

        Monotongação e ensino: quando a variação linguística chega à escrita. Entrepalavras, [S. l.], v. 5, n. 2, p. 65–85, 2016. DOI: 10.22168/2237-6321.5.5.2.65-85. Disponível em: https://periodicos.ufc.br/entrepalavras/article/view/99050. Acesso em: 21 set. 2026.