Monotongação e ensino: quando a variação linguística chega à escrita
DOI:
https://doi.org/10.22168/2237-6321.5.5.2.65-85Palabras clave:
monotongação na escrita, variação linguística, ensino de Língua Portuguesa.Resumen
Este trabalho discute o modo como vem se manifestando o processo de monotongação na produção textual escrita de crianças que completam o ciclo da infância, designação atribuída aos três primeiros anos de escolarização voltados à alfabetização, bem como descreve, com base na Sociolinguística Quantitativa (GUY; ZILLES, 2007), o conjunto de fatores linguísticos - classes de palavras, tom da sílaba e contexto fonológico posterior – e extralinguísticos – faixa etária, escolaridade e sexo dos informantes – condicionantes da presença/apagamento dos ditongos decrescentes orais /ay/, /ey/ e /ow/ na escrita dos referidos sujeitos, nos anos finais da primeira etapa do Ensino Fundamental. A monotongação consiste no apagamento da semivogal dos referidos ditongos reduzindo o encontro vocálico à vogal. Esta descrição procura auxiliar o professor na mediação do processo de automonitoramento do aluno, no que diz respeito às diferenças entre a língua oral e a escrita. Adotaram-se, como corpus de análise, cinquenta textos escritos por alunos do terceiro, quarto e quinto anos de uma escola pública urbana do município de Itabaiana – SE. As ocorrências de ditongo e monotongo foram submetidas à ferramenta estatística GoldVarb X (SANKOFF et al, 2005). Os resultados alcançados evidenciam que a presença/apagamento das semivogais dos ditongos em estudo é condicionada pelos fatores extralinguísticos: faixa etária e escolaridade, e pelos fatores linguísticos: contexto fonológico posterior (tipo de consoante) e classes de palavras (não verbo).
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