A paisagem linguística de um campus universitário fronteiriço: língua e poder em perspectiva
DOI:
https://doi.org/10.22168/2237-6321-21486Palabras clave:
Paisagem linguística. Visibilidade. Poder.Resumen
O presente artigo se propõe a lançar o olhar às intervenções linguísticas explicitadas nas paredes de um campus universitário em Foz do Iguaçu (PR), de modo a compreender de que forma a percepção dessa Paisagem Linguística pode ser uma ferramenta que revele, para além das demandas estudantis impressas nas paredes, questões políticas e socioculturais, inerentes não somente à comunidade acadêmica, mas à sociedade como um todo. Baseamo-nos nos conceitos de Paisagem Linguística (LANDRY; BOURHIS, 1997; SHOHAMY, 2006; SPOLSKY, 2009), buscando expandi-los ao trazer ao diálogo as formulações da Geografia da Visibilidade (GOMES, 2013) acerca da disposição dos elementos na paisagem. Partimos ainda da análise das relações de poder (FOUCAULT, 1979; 1995; 2010; 2014) no sentido de destacar o caráter de resistência dessas intervenções, ao se fazerem presentes em espaços em que se “normatiza” a higienização. Utilizamos, para tanto, a tomada e análise de fotografias dos muros e paredes dos espaços de circulação pública do campus universitário. A análise desses elementos, a partir das motivações de sua produção, sugeriu que a Paisagem Linguística pode se caracterizar como um reflexo da necessidade de representação e visibilidade de determinados grupos.
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