Transgressões ao estigma de mulher negra e projeções de um self ressignificado

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.22168/2237-6321-21229

Palabras clave:

Estigma. Sociolinguística interacional. Projeção de self.

Resumen

Com base no conceito de Estigma por Goffman (1988), este artigo se debruça sobre a narrativa gerada em entrevista com uma mulher negra que remonta seu trajeto de vida, distanciando-se do estigma imposto pela sociedade a uma mulher negra. Objetiva localizar e entender as marcas de ruptura ao estigma e os momentos de proteção de face e de projeção de self frente à transgressão a este destino normatizado. Para tal, a entrevista foi objeto de análise discursiva interacional, através de aparatos categóricos oferecidos pela sociolinguística interacional, com recorte da análise narrativa. Traz como resultado o esforço pela desconstrução dos signos estigmatizantes pela participante, que ressignifica as marcas e os estigmas sociais racistas sofridos por uma mulher negra. 

Biografía del autor/a

  • Allane de Souza Pedrotti Matos, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC-Rio.
    Doutoranda em Estudos da Linguagem pelo Departamento de Letras da PUC-Rio, no Programa de Pós-Graduação Estudos da Linguagem. Início do doutorado: 2016.

Referencias

Biar, L. de A. Desvio e estigma: caminhos para uma análise discursiva. In: Calisdoscópio, São Leopoldo, v. 13, n. 1, p. 113-121, jan./abr. 2015.

FABRICIO, B. F.; BASTOS, L. C. Identidade de grupo: a memória como garantia do nós face ao outro. In: PEREIRA, M. G. D.; BASTOS, C. R. P.; PEREIRA, T. C. (Orgs.). Discursos sócio-culturais em interação: Interfaces entre a narrativa, a conversação e a argumentação: navegando nos contextos da escola, saúde, empresa, mídia, política, gênero e migração. Rio de Janeiro: Garamond, 2009. p. 39-66.

FREYRE, G. Casa-Grande & Senzala: formação da família brasileira sob o regime da família patriarcal. 51a. ed. rev. São Paulo: Global Editora, 2006.

GOFFMAN, E. Estigma: notas sobre a manipulação da identidade deteriorada. Tradução de Márcia Bandeira de Mello Leite Nunes. 4a. ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1988.

______. A representação do eu na vida cotidiana. Petrópolis: Vozes, 2009.

______. A situação negligenciada. In: RIBEIRO, B. T.; GARCEZ, P. (Orgs.). Sociolinguística Interacional. São Paulo: Loyola, 2002.

LABOV, W. “The Transformation of Experience in Narrative Syntax”. In: ______. Language in the Inner City. Philadelphia: University of Pennsylvania Press, 1972.

LINDE, C. Life Stories: The Creation of Coherence. New York: Oxford University Press, 1993.

RABELO, A. O. A importância da investigação narrativa na educação. Educ. Soc., Campinas, v. 32, n. 114, p. 171-188, jan./mar. 2011.

MOITA LOPES, L. P. da. Socioconstrucionismo: discurso e identidade sociais. Campinas: Mercado de Letras, 2003.

SCHNACK, C.; PISONI, T.; OSTERMANN, A. Transcrição de fala: do evento real à representação escrita. Entrelinhas, São Leopoldo, v. 2, n. 2, 2005.

Publicado

2019-08-28

Número

Sección

Artigos - Práticas Discursivas

Cómo citar

Transgressões ao estigma de mulher negra e projeções de um self ressignificado. Entrepalavras, [S. l.], v. 9, n. 2, p. 61–78, 2019. DOI: 10.22168/2237-6321-21229. Disponível em: https://periodicos.ufc.br/entrepalavras/article/view/99365. Acesso em: 21 sep. 2026.