A remuneração dos executivos mitiga os accruals discricionários? Uma análise em bancos brasileiros de capital aberto

Palavras-chave: accruals discricionários, bancos, gerenciamento de resultados, qualidade da informação contábil, remuneração de executivos

Resumo

Esta pesquisa objetiva analisar a influência da remuneração dos executivos no gerenciamento de resultados nos bancos brasileiros de capital aberto. Para tanto, analisou-se 17 empresas do setor bancário que negociaram ações na B3, entre 2010 e 2018. Os dados foram analisados por meio da estatística descritiva e da análise multivariada, com uso da regressão quantílica. Os achados revelam que não houve diferença dos níveis de gerenciamento de resultados e da remuneração dos executivos ao longo dos anos, mesmo em períodos de recessão econômica (2015 e 2016). As evidências indicam que as empresas com os maiores níveis de gerenciamento de resultados são sensíveis à diminuição das práticas de manipulação dos accruals discricionários, quando há o aumento da remuneração dos executivos.

Biografia do Autor

Allison Manoel de Sousa, Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Doutorando em Contabilidade pela Universidade Federal do Paraná - UFPR (início em 2020) e Mestre em Contabilidade pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC (2018 - 2020) e Graduado em Ciências Contábeis pela Universidade Federal da Grande Dourados - UFGD (2014 - 2018). Técnico em Contabilidade pelo Centro Paula Souza - CPS (2012 - 2013). Atualmente é membro do Laboratório de Contabilidade Financeira da UFPR (início em 2020). Já participou como membro do Núcleo de Estudos em Contabilidade e Controladoria da UFSC (2019-2020). Tem interesse na área de pesquisa em contabilidade para usuários externos, especialmente sobre os temas: auditoria, qualidade da informação contábil, remuneração dos executivos, contabilidade e macroeconomia, relevância das informações contábeis.

Alex Mussoi Ribeiro, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) onde atua no Departamento de Contabilidade (CCN), no Programa de Pós Graduação em Contabilidade (PPGC), no Programa de Pós Graduação em Controle de Gestão (PPGCG) e Coordena o Mestrado Profissional em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação (PROFNIT). Possui graduação em Ciências Contábeis pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS (2003), Especialização em Controladoria e Contabilidade pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS (2007), MBA em Normas Internacionais pela Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras - FIPECAFI (2013), Mestrado em Contabilidade e Controladoria pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC (2009) e Doutorado em Controladoria e Contabilidade pela Universidade de São Paulo - USP (2014). Possui experiência na área de Contabilidade financeira - IFRS, Análise de Riscos e Crédito, M&A, Due-diligence, Avaliação de Empresas, modelagem financeira com o uso de estatística e reorganizações societárias. É um dos coordenadores do Núcleo de Estudos em Auditoria (NEAUD) e participante do Laboratório de Contabilidade Internacional da USP. Atua como perito contábil registrado no CNPC, possui Certificação em IFRS do Association of Chartered Certified Accountants - ACCA da Inglaterra e faz parte do Conselho fiscal da FEESC, do Comitê de Auditoria Estatutário da SCGÁS e do Comitê de Auditoria do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

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Publicado
2020-04-13
Como Citar
Sousa, A. M. de, & Ribeiro, A. M. (2020). A remuneração dos executivos mitiga os accruals discricionários? Uma análise em bancos brasileiros de capital aberto. Contextus – Revista Contemporânea De Economia E Gestão, 18, 25-38. https://doi.org/10.19094/contextus.2020.42452
Seção
Artigos